quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Você não olhava pra mim, todos no carro rindo de nós pela briga tão infantil que não daria em nada, mas acabou dando, tudo culpa das nossas mães que nos mimaram, e isso fez com que a gente fosse tão orgulhoso, começa a tocar aquela antiga canção que me fez chorar uma vez e quase ia me fazendo chorar outra, pois nunca vi uma letra que combinasse tanto contigo: 'só um grande amor fará você mudar seu jeito...' e eu percebi que eu não era esse grande amor, percebi agora, é tão triste isso, você nem imagina, eu não sei como a briga se desenrolou, só sei que eu sai daquele carro sem saber quem gritava meu nome, eu só queria muito que tudo voltasse ao normal, o 'normal' pra mim seria você ficando com todas, mas mesmo assim tentando me enganar dizendo que prefere a mim do que a elas, ou seu jeito cara de pau de dizer tudo na moral, hoje só ficou claro que eu não sei se eu que sou muito madura pra você, ou se você é muito maduro pra mim, mas eu continuo querendo você, muito mais do que você imagina, e se eu saí daquele jeito é porque me deu uma vontade repentina de chorar, e isso não era por você, você não merece nada de mim, era só pelo fato de eu odiar ser colocada sob pressão, estavam ali todos falando ao mesmo tempo, eu não entendia nada, eu não sabia se eu ria ou chorava, só queria sair daquele clima tenso, eu sou assim, não adianta, e agora eu só queria saber onde você esta, se você saiu pra beber como havia me dito antes da briga, ou se está me esperando na internet, só queria saber isso, agora percebo toda a infantilidade da situação, vinda de todas as partes, feito criança a gente briga e feito criança a gente fez as pazes e num futuro breve feito crianças vai tudo acabar como a carruagem que vira abóbora igualzinho naquele desenho que a gente ainda assiste, como é bom ser criança.
Por Karyne às 16:14
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