sábado, 27 de dezembro de 2008
Um martiniEla entrou no bar, sentou-se sozinha na primeira mesa que viu, aquele sorriso de eu-quero-chorar-mas-não-posso, aquele cabelo loiro meio assanhado, o lápis de olho preto meio borrado, e sua saia curtissima chamaram atenção dos olhos que estavam ali, o que faria essa moça sozinha e sem rumo? Ela pediu um martini, mesmo odiando tal bebida, ela só queria beber e pronto, pensava: 'como eu faço tudo sempre dar errado?', 'porque eu sou tão complicada?', 'porque só acontecem essas coisas comigo?'. Esses pensamentos duraram menos de cinco minutos, longos cinco minutos de aflição e desespero dentro dela, ela passou a mão nos seus cabelos em uma tentativa de arrumá-los que deu certo, passou os dedos embaixo dos olhos, isso fez com que eles não ficassem tão borrados, ela tirou da bolsa um espelhinho quadrado rosa com muito glitter, se olhou, e de repente começou a rir sozinha, não seria a primeira, nem a última vez que algo desse tipo ocorreria, quando percebeu o sentimento de aflição ser substituído por uma sensação de alegria e liberdade ela começou a rir sozinha e a pensar: 'eu devo ser doida!', esse foi o tempo necessário para que sua bebida chegasse, ela virou o copo em um longo gole, pagou por aquilo e saiu rindo de si mesma e pensando ser a pessoa mais sortuda e poderosa do mundo, talvez ela fosse.K.
Por Karyne às 18:38
|